Mesa redonda “Jornalismo em Redes Digitais”encerra I Ciclo de debates



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Mariana Pimentel (reportagem e fotos)

A programação do I Ciclo de debates encerrou na noite desta segunda-feira (14) com a mesa-redonda “Jornalismo em redes digitais” com a participação de seis professores e profissionais especialistas na área debatendo, no contexto da comunicação digital, os aspectos das mídias digitais na América latina, a contribuição do público no processo jornalístico de portais noticiosos e no telejornalismo, TV digital e o processo de construção da notícia, tecnologias móveis na rotina dos repórteres e o jornalismo científico nas redes digitais. Para explorar estas vertentes participaram da mesa redonda os professores e pesquisadores: Patrícia Rios (UEPB/FACISA), Cláudio Cardoso Paiva (UFPB), Agueda Cabral (UEPB/UFPE), Ricardo Oliveira (Rede Paraíba de Comunicação) e Marina Magalhães (UFPB) e Fernando Firmino da Silva (UEPB/UFBA), mediador da mesa.

Para abrir a mesa-redonda, a professora da UEPB/FACISA Patrícia Rios explanou sobre  “A contribuição do Jornalismo Científico nas Redes Digitais” e discutiu acerca da transformação de artigos científicos em dados jornalísticos para ser veiculado na Internet. Ela frisou que o jornalista tem o papel de entender tudo o que o pesquisador está tratando e que a Internet é geradora de fontes e pauta. Patrícia ainda afirmou que o repórter deve obter informações prévias e fazer entrevista ping-pong para transformar em um jornalismo mais didático o qual será veiculado na Internet, um formato em que o público entenda. Por fim, alertou que as redes de relacionamento podem ser usadas para veicular o Jornalismo Científico, como também para obter informações antes da entrevista.

O palestrante Ricardo Oliveira, consultor de mídias digitais da Rede Paraíba de Comunicação, trouxe o tema “Mediação da Participação do Público: o caso Eu q Fiz”. Ele relatou sobre seu mestrado em Comunicação na UFPB tratando das questões da convergência e participação do público, mostrando que há diversos tipos de participação (espontânea, concedida, forçada, etc) e esses tipos são mediados por dirigentes e membros, e como membro o sujeito escolhe como quer contribuir Dentro dessa cultura participativa, nas trocas de diálogo com viéis mais criativos. Ricardo explicou que a idéia de criar o site Eu que Fiz surge desses aspectos. Ele esclareceu para o público que o EuqFiz não se trata de um canal de jornalismo cidadão, nem blog colaborativo, mas sim de um canal de participação em conteúdos. Ricardo ainda falou das expectativas do site, em proporcionar mais ferramentas para os colaboradores e uma  maior integração com as pautas jornalísticas às redações da Rede Paraíba. Para ele, o site é “a melhor forma de mostrar seu conteúdo”.

A terceira apresentação foi do professor da UFPB Cláudio Paiva e da jornalista e mestranda da UFPB, Marina Magalhães que comentaram seus livros lançados recentemente côo o e-book Afrodite no Ciberespaço e na sequência entrou no tema  “As mídias abertas da América Latina e do mundo” em que explicou sobre a latinidade, uma mediação conceitual importante que distingue o pragmatismo norte-americano do racionalismo europeu e dos fundamentalismos, ou seja, ela traduz um modo de ser e estar diante dos paradoxos da modernização. Para Cláudio, “a relação da América Latina com os sociais passam pelo viés da estética”, afirmou. E sobre as mídias abertas ele disse que são mais abertas do que a Indústria Cultural, uma vez que promovem a democratização da comunicação, empoderamento e cidadania digital, o que o fez sugerir como deveria ser o tema da palestra: “As mídias abertas e as mediações da América Latina”.

Ao final, a professora da UEPB, Águeda Cabral expôs sobre  “TV digital, construção do real e mediadores públicos”e  falou sobre os tipos de TV: a PaleoTV, conhecida como TValtar, em que os protagonistas eram detentores do poder; a NeoTV, conhecida como TV janela, a qual já começou a ter a participação do público; e, a HiperTV, conhecida como TV ranhura/lixo, a qual os protagonistas são cidadãos comuns, veicula reality shows, ou seja, interessa o ordinário, contribui para a inteligência coletiva e os mediadores públicos pedem aos jornalistas a solicitação da colaboração das fontes.

Encerrando o ciclo de debates, o mediador Fernando Firmino falou rapidamente sobre seu tema “Tecnologias móveis e jornalismo”, apresentando sua pesquisa sobre tecnologias móveis e qual o impacto no jornalismo.

 


Portal Repórter Universitário e livros são lançados


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A partir das 19h do dia 14 de março, ocorreram as últimas atividades do Ciclo de Debates em Comunicação e Jornalismo Contemporâneos. Inicialmente aconteceu o lançamento do novo portal do curso de Comunicação Social “Repórter Universitário”, coordenado pelo professor Roberto Faustino. O novo projeto do visa acolher a produção multimídia de alunos e professores e servir como ambiente de divulgação de eventos, seleções de professores, trabalhos de extensão e o noticiário referente ao jornalismo, bem como estabelecer o intercâmbio com a comunidade em geral, a qual pode participar enviando notícias, fotos e vídeos para o portal. O projeto foi apresentado pelo desenvolvedor da interface e webmaster, Gustavo Medeiros, e pelo coordenador do projeto, Roberto Faustino. Medeiros apresentou no telão as funcionalidades do portal e os canais disponíveis tanto para contribuições quanto para consumo de notícias. Por sua vez, Faustino enfatizou que o objetivo é possibilitar que os alunos migrem suas produções para esse novo espaço se tornando uma espécie de laboratório que contará com supervisão de professores.

LIVROS

Após a apresentação do portal Repórter Universitário, ocorreu a segunda sessão de lançamento de livros. Entre os títulos lançados e disponibilizados para venda estavam:

“Afrodite no Ciberespaço: a era das convergências”,( Claudio Paiva, Marina Magalhães e Allysson Viana Martins), “Metamorfoses Jornalísticas II: a reconfiguração da forma” (Demétrio de Azeredo Soster e Fernando Firmino da Silva); “Dionísio na idade mídia: estética e sociedade na ficção televisiva seriada” (Cláudio Paiva); e, “Produção e colaboração no jornalismo digital” (Carla Schwingel e Carlos Zanotti).


Oficina de computação gráfica 3d ensina construção de animações

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Felipe Macêdo (reportagem)
Júlio Cezar Peres (fotos)

“Computação gráfica 3D para mídias e entretenimento”, ministrada por Hélio Meireles,  sócio diretor da Animart Comunicação e diretor de arte , a oficina explorou as técnicas da computação gráfica para animações, em conjunto com a criatividade do usuário para a produção de animações dinâmicas.

Meireles faz animações para comercias de TV, para curtas-metragens  e para cinema. Ele participou da produção dos efeitos especiais do filme “O Homem que desafiou o diabo”, lançado em 2007, protagonizado pelo ator Marcos Palmeira. Hélio também teve participação em outras animações famosas como Turma da Mônica e Asterix e Obelix.

A oficina propiciou aos alunos inscritos na oficina, noções básicas de como fazer animações em 3D. O palestrante mostrou aos alunos formas práticas e fáceis de fazer animações com objetos, pessoas, animais. Hélio utilizou o programa LightWave para demonstrar como é viável pessoas que nunca fizeram cursos de computação gráfica fazer imagens em movimento. “Basta ter curiosidade e criatividade para fazer animações em 3D, os programas são fáceis de manusear. É possível aprender computação gráfica sem nenhum tipo de instrução ou curso” ressaltou.


Videografia, a imagem em movimento

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Ana Paula Guedes e Suzienne Carvalho Araújo (reportagem)
Julio Cezar Peres (fotos)

“Videografia Básica para Novas Mídias” foi o tema de uma das oficinas oferecidas no I Ciclo de Debates em Comunicação e Jornalismo Contemporâneos. A oficina foi ministrada pelo professor, publicitário e produtor de vídeo Emerson Saraiva, vencedor de cinco prêmios de Criatividade (Rede Paraíba de Comunicação) e com experiências que tornaram a explanação do assunto mais dinâmica e interessante.

No início da sua apresentação,  Emerson esclareceu que a maioria das pessoas vincula novas mídias apenas à internet, mas que as mídias já existentes que foram reformuladas a partir de um novo cenário sócio-cultural, que requer uma nova formatação das informações para que se adaptem aos meios que antes não existiam, também estão inseridos nesse contexto. Ele frisou que a principal característica das novas mídias é a mobilidade, que torna “qualquer pessoa” um gerador de conteúdo, e podemos destacar o celular como o grande elemento da nova era, um meio efêmero e instantâneo.

Depois de algumas mudanças tecnológicas e culturais, a fotografia, antes uma função exercida apenas por profissionais, tornou-se um divertimento, uma forma de colecionarmos emoções e referências do dia-a-dia: amigos, animais de estimação, comida, objetos, lugares, situações. A câmera fotográfica passou a fazer parte do nosso grupo de amigos e familiar, surge uma necessidade de registrarmos os momentos para serem relembrados, e aquela “velha” foto na carteira de pessoas queridas é substituída pela foto de fundo de tela no celular.

Com as novas tendências surge a necessidade da linguagem foto-cine-videográfica aplicada a cada dispositivo de produção de acordo com: objetivo(s), meio(s), receptor(es). A videografia é o ato de fotografar imagens em movimento e já está sendo usada em revistas para iPad (tablet da Apple) e é uma nova tecnologia que veio pra ficar.


Jornalismo Digital e infografia são temas de oficina

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Alan Soares (Reportagem)
Julio Cezar Peres (fotos)

A oficina “Jornalismo Digital e Infografia”, ministrada pela Profa. da  UEPB, Adriana Alves, teve a proposta de discutir os processos comunicacionais e as práticas do jornalismo praticado na web, tendo em vista o contexto tecnológico e as mudanças pela qual o jornalismo vem sofrendo, a exemplo da convergência midiática.  Para a professora, a relevância desta temática no contexto das mídias digitais coloca a discussão num patamar mais amplo, que envolve desde a formação universitária ao domínio das ferramentas para o exercício do jornalismo.

Trazendo um percurso histórico com  temas desde o surgimento da internet, as gerações do jornalismo digital, as características,  e suas implicações, a professora enfocou que, embora imersos numa conjuntura permeada pelas tecnologias digitais, há um denominador comum que não muda, mas se reconfigura: a prática jornalística. Ela afirma que o bom jornalismo independe de suporte, este pode ser feito em qualquer veículo. “O que muda, e está mudando são os mecanismos que auxiliam no exercício do jornalismo, desde a apuração, edição, produção e circulação destas informações, e a forma como consumimos esse conteúdo”, frisou a professora considerando a  carência existente sobre palestras que norteassem essa problemática.

Outro ponto abordado durante a oficina girou em torno das ferramentas que os jornalistas devem dominar para auxiliar o trabalho jornalístico, em destaque as redes sociais como Twitter, facebook. “São ferramentas que tem o objetivo de agilizar o trabalho jornalístico tendo em vista a superabundância de informações diante de um fluxo contínuo de mensagens. Assim, é de suma importância hoje em dia o conhecimento delas”, disse a professora, enfatizando o perfil do profissional para estas novas mídias denominada de “multitarefa”. “O mercado de trabalho está mais exigente, então sai na frente aquele que dominar as ferramentas tecnólogicas aliados ao um bom exercício da profissão”.

Para a  jornalista  Marcia Marques Cavalcante (26) o mini-curso trouxe amplo conhecimento para o que estava proposto, e afirmou também, que o jornalismo digital é base hoje em dia para quem pretende sobreviver da profissão.

Enfatizando sobre a ascensão da infografia, outra temática explorada na oficina, e suas respectivas fases,  a  professora promoveu debates e questionamentos sobre a questão, dando ênfase a “Era da infoestética” que emergiu pela visualização de dados no jornalismo como forma de diferenciar e  compreender as informações através do relato visual. “A visualização de dados ajuda no entendimento da informação, onde o usuário, interagente, pode fazer parte desse processo. Ou seja, ele pode ser o protagonista da história”, destacou.

Com 39 inscritos e  com exposições de experiências atuais sobre “Jornalismo Digital e Infografia”, a Oficina terminou com propostas de continuidade, usufruindo das ferramentas dos jornalistas, como o blog, que a professora disponibilizará o material usado na oficina e  informações para os participantes sobre a temática exposta.


Oficina aborda a contribuição do público para a fotografia em blogs

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Mariana Pimentel (reportagem)
Julio Cezar Peres (fotos)

“A Fotografia Digital como Registro do Cotidiano”, ministrada por Hopólito Lucena, retratou as contribuições que ampliam a caracterização do jornalismo cidadão, seguindo o exemplo das postagens de fotos em blogs. Para Hipólito, a participação do cidadão na produção de imagens com valor jornalístico consolida as transformações da mídia tradicional com os circuitos alternativos de informação, a exemplo do blog. Ele considera o jornalismo tradicional quase em desuso, pelo fato de a construção da notícia muitas vezes vir a partir da reprodução pública, desconstruindo o tradicionalismo no qual só o jornalista é capaz de produzir notícia.

Hipólito fez uma abordagem histórica mostrando como as fotografias eram vistas nos séculos XIX e XX, em que tinha um espaço limitado em relação ao texto escrito. Hoje com a web, os espaços se tornaram ilimitados e a fotografia deixa o espaço físico para ser condicionada à velocidade de transmissão de dados. Hipólito ainda explicou que tanto antes como depois das redes digitais, as fotos produzidas não são fato novo. Foi a partir dela que a participação do leitor enquanto produtor direto da informação jornalística foi inaugurada.

Com o avanço das tecnologias digitais, os laboratórios de revelação passaram a ficar em desuso, abrindo espaço para a fotografia digital, na qual as imagens podem ser capturadas e processadas instantaneamente. Ainda dentro da temática da oficina, Hipólito focou nas postagens de fotos nos blogs, elencando os tipos como: blogs fotojornalísticos, em que publica-se duas fotos e completa com o texto; Fotolog fotojornalístico, o qual contém galerias de fotos; Fotolog fotojornalístico de clipagem, o qual possui menos texto e contém fotos jornalísticas da Internet; e, por último, Fotolog fotojornalístico de discussão, o qual possui mais fotos jornalísticas e funciona como fórum de discussão entre os profissionais da área de fotojornalismo.

Diante da apresentação dos tipos de blog, Hipólito sugeriu a criação de uma página de blog, em que os participantes da oficina postariam, a priori, fotos com textos sobre a temática “Monumentos públicos urbanos”, como forma de colocar em prática a idéia do cidadão repórter, bem como estabelecer condições de independência e criar novas formas de atuação profissional. Para Hipólito “não podemos perder o foco das nossas coisas”, concluiu.


Oficinas digitais movimentam a tarde do Ciclo de Debates em Comunicação

Durante o período da tarde do dia 14 de março, mais de 100 pessoas (entre estudantes e profissionais) de Recife, Natal, Mossoró, Patos, Campina Grande, João Pessoa entre outras cidades participaram de quatro oficinas ocorridas nas salas e laboratórios do curso de Comunicação Social da UEPB. As oficinas ministradas, no período das 14 às 17h,  ocorreram simultaneamente e eram destinadas a estudantes e profissionais de jornalismo, arte e mídia, publicidade e propaganda e áreas afins. As oficinas foram: “Jornalismo Digital e infografia” (Adriana Alves Rodrigues), “A fotografia digital como registro do cotidiano” (Hipólito Lucena), “Computação gráfica 3D para mídias e entretenimento” (Hélio Meireles) e “Videografia básica para novas mídias” (Emerson Saraiva). Nos próximos posts um relato do que aconteceu em cada uma das quatro oficinas.


 

 


No cenário da Teoria Ator-Rede: uma análise preliminar

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Emmanuela Leite
(análise)

Em conferência a professores e estudantes da área de comunicação da UEPB e de outras instituições, o Prof.Dr. André Lemos abordou temáticas como cibercultura, comunicação e a Teoria Ator-Rede dos sociólogos Bruno Latour,  Michel Callon e do John Law. Não foi por menos que o espaço onde ocorreu a palestra, o auditório do DECOM, ficou pequeno para a curiosidade aguçada dos que com estimada atenção acolheram as palavras de esclarecimento de um dos mais renomados especialistas brasileiros na área.
A expectativa dos estudantes foi destacada na afirmação da aluna de educomunicação da UFCG Verônica  que afirmou:  “os eventos acadêmicos costumam amenizar muitas de nossas dúvidas, principalmente em se tratando de uma teoria como a Ator-rede que é repleta de complexidade”.A teoria ator rede é o que podemos chamar de conhecimento multiuso,ou seja,seu conceito não se limita a aplicação em uma única área como a da sociologia, mas também na antropologia e na comunicação por exemplo.

Na dimensão conceitual, a teoria Ator-rede  ou ANT  (Actor-Network Theory) é construída por um cenário  que traz os estudos da ciência, tecnologia e comunicação, á partir de 1991. Encontra-se a sociologia da associação, na maneira em que a rede é justamente um corpo heterogêneo com o funcionamento de materiais interativos. É como se a priori, a generalização e a visão macro dessem lugar também à visão micro e as análises que permitem a valorização da sociologia, não mais do social,e sim da associação, o social atua não como o protagonista, logo o surgimento das associações é que atua de forma a explicar uma teoria que envolve o circuito de diversos actantes.

Segundo André Lemos “Atores Humanos e não humanos agem sem hierarquias” A sociedade delega suas questões as máquinas. Nesse caso,o híbrido é o que importa no sistema em que a sociedade esta vivenciando, certamente a subjetidade se constrói na articulação dos artefatos midiáticos, sendo os ângulos que convergem essas práticas associadoras, relevantes para a conjuntura de objeto e humano, construtores da condição cyborg, ou seja, os diversos atores, orgânicos e inorgânicos estabelecem o patrimônio individual e coleto ao qual constitui o mercado da produtividade.

A Teoria Ator-Rede presta um entendimento enorme para área da comunicação. Do ponto de vista do jornalismo digital, fica notável a contribuição para compreensão das redes de atores que se investe para estabelecer a fluidez das informações. É uma fórmula para a desconstrução de um saber empacotado e a adoção das controvérsias,  na tentativa de fomentar um proposito que transcende as expectativas artificiais.


DECOM da UEPB realiza I ciclo de debates sobre comunicação e jornalismo

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Alidiane Sousa e Emilson Garcia (reportagem)
Julio Cezar Peres (fotos)

Dia 14 de março, ocorreu no Departamento de comunicação Social (DECOM) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), o I Ciclo de debates de Comunicação e Jornalismo Contemporâneos, cujo tema central foi a discussão sobre cibercultura, teorias e comunicação em redes digitais. O evento foi realizado pelo Grupo de Pesquisa Comunicação, Cultura e Desenvolvimento do DECOM e pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa da UEPB.

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CONFERÊNCIA DE ABERTURA COM PROFESSOR ANDRÉ LEMOS (UFBA)

O Professor Doutor, André Lemos, da Universidade Federal da Bahia – UFBA, foi o responsável pela conferência de abertura “comunicação, cibercultura e Teoria Ator-Rede”. Lemos é o maior especialista brasileiro em cibercultura com 13 livros publicados na área, sendo o mais recente, O Futuro da Internet (2010) em co-autoria com o filósofo Pierre Levy. Em meio a um auditório lotado de professores,  estudantes da área de comunicação e profissionais, Lemos esclareceu de forma contextual a Teoria Ator-Rede, a partir do sociólogo Bruno Latour. Para Lemos esta abordagem cruza uma interface antropológica e sociológica, mas é pouco explorada nos estudos da comunicação.

Essa teoria enfatiza a idéia de que os atores humanos e não humanos (os actantes, termo oriundo da Semiótica e que significa gerar uma ação) estão sempre vinculados a uma rede de associações que traça as ações e os rastros deixados por essas ações e que podem ser pensadas a partir das controvérsias e incertezas. Lemos ainda discorreu sobre Cibercultura  na perspectiva de Macluhan, onde prioriza o debate do meio como extensão do homem.”A subjetividade é formada a partir da relação do homem com o mundo”, afirma Lemos ao destacar que a essência é existência e a existência é ação.

Lemos ainda ressaltou que tudo se dá na ação, e que, portanto, não somos nós os atores humanos centrais das ações e que não é possível serparar o o objeto do sujeito. Segundo a teoria abordada, qualquer que coisa que seja actante, seja humano ou não humano, pode se tornar atores centrais da ação ou co-participantes.

Lançamento de livros do conferencista 

Após a apresentação do professor André Lemos ocorreu uma sessão de lançamento e de autógrafos de três livros do conferencista:  “Cibercultura. Tecnologia e vida social na cultura contemporânea” (André Lemos, Sulina, 2010, 5ed.), “O futuro da Internet” (André Lemos e Pierre Lévy, Paulus, 2010), “Comunicação e mobilidade: aspectos socioculturais das tecnologias móveis de comunicação no Brasil” (André Lemos e Fábio Josgrilberg, EDUFBA, 2009).

Abaixo alguns vídeos da conferência do professor André Lemos gravados em HD.

PARTE 1

PARTE 2

PARTE 3

PARTE 4

PARTE 5


Ciclo de debates aborda cibercultura e comunicação em redes digitais

O Departamento de Comunicação Social da UEPB, através do Grupo de Pesquisa em Comunicação, Cultura e Desenvolvimento e da Pro-Reitoria de Pós-Graduação, realiza, em Campina Grande – PB, no dia 14 de março (nos turnos da manhã, tarde e noite), o I Ciclo de Debates em Comunicação e Jornalismo Contemporâneos. As discussões, que ocorrerão no próprio Departamento, girarão em torno do tema central do evento: Cibercultura, Teorias e a Comunicação em Redes Digitais.

A conferência de abertura, às 9h30, será com o Prof.Dr, André Lemos, da Universidade Federal da Bahia – UFBA, que abordará o tema Comunicação, Cibercultura e Teoria Ator-Rede. Lemos é o maior especialista brasileiro em cibercultura com 13 livros publicados na área. Tem doutorado em sociologia pela Universidade René Descartes, Paris V, Sorbone; pós-doutorado pela University of Alberta e McGill University, Canadá e foi presidente da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação – COMPÓS e coordena o Grupo de Pesquisa em Cibercidades – GPC/UFBA.

Às 11h30 ocorrerá o lançamento de três livros do conferencista: “Cibercultura. Tecnologia e vida social na cultura contemporânea” (André Lemos, Sulina, 2010, 5ed.), “O futuro da Internet” (André Lemos e Pierre Lévy, Paulus, 2010), “Comunicação e mobilidade: aspectos socioculturais das tecnologias móveis de comunicação no Brasil” (André Lemos e Fábio Josgrilberg, EDUFBA, 2009).

OFICINAS E MESA REDONDA
Das 14 às 17h ocorrerão simultaneamente quatro oficinas voltadas para estudantes e profissionais de jornalismo, arte e mídia, publicidade e propaganda e áreas afins. As vagas serão limitadas: “Jornalismo Digital e infografia” (Adriana Alves Rodrigues), “A fotografia digital como registro do cotidiano” (Hipólito Lucena), “Computação gráfica 3D para mídias e entretenimento” (Hélio Meireles) e “Videografia básica para novas mídias” (Emerson Saraiva).

Às 19h, será lançado o novo projeto do Departamento de Comunicação Social, o portal “Repórter Universitário”, que visa acolher a produção multimídia de alunos e professores e servir como ambiente de divulgação de eventos, seleções de professores, trabalhos de extensão e o noticiário referente ao jornalismo.

Às 19h30 ocorrerá a segunda sessão de lançamento de livros com os seguintes títulos: “Metamorfoses Jornalísticas II: a reconfiguração da forma” (Demétrio de Azeredo Soster e Fernando Firmino da Silva), “Dionísio na idade mídia: estética e sociedade na ficção televisiva seriada” (Cláudio Paiva), “Afrodite no Ciberespaço: a era das convergências” (Claudio Paiva, Marina Magalhães e Allysson Viana Martins), “Produção e colaboração no jornalismo digital” (Carla Schwingel e Carlos Zanotti).

Às 20h, começarão as apresentações e debates em torno da mesa redonda “Jornalismo em Redes Digitais” com as discussões sobre: Mediação da Participação do Público: o caso Eu q Fiz (Ricardo Oliveira, coordenador de mídias digitais da Rede Paraíba de Comunicação), As mídias abertas da América Latina e do mundo (Claudio Cardoso Paiva, prof. UFPB), Tecnologias móveis e jornalismo (Fernando Firmino da Silva, prof. UEPB), TV digital, construção do real e mediadores públicos (Águeda Miranda Cabral, profa. UEPB), A contribuição do Jornalismo Científico nas Redes Digitais (Patrícia Rios, profa. UEPB/FACISA).

O EVENTO
O Ciclo de Debates em Comunicação e Jornalismo Contemporâneos se propõe a discutir, periodicamente, a partir de mesas redondas, palestras e conferências, os processos comunicacionais e as práticas jornalísticas da atualidade. As abordagens girarão em torno das mudanças tecnológicas no fazer midiático e jornalístico, dos processos de mediação e convergência cultural das novas estratégias de apropriações e redes sociais. Pensadores, pesquisadores e profissionais de referência no cenário nacional e internacional serão convidados para debater, com professores, estudantes e os demais segmentos da sociedade, as tendências e os desafios contemporâneos da comunicação e do jornalismo.

INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES ADICIONAIS
As inscrições para as oficinas são gratuitas e limitadas e deverão ser feitas online através do link do FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO. Veja programação completa ou cartaz do ciclo de debates. Dúvidas passar email para fernando.milanni@globo.com