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Mariana Pimentel (reportagem e fotos)
A programação do I Ciclo de debates encerrou na noite desta segunda-feira (14) com a mesa-redonda “Jornalismo em redes digitais” com a participação de seis professores e profissionais especialistas na área debatendo, no contexto da comunicação digital, os aspectos das mídias digitais na América latina, a contribuição do público no processo jornalístico de portais noticiosos e no telejornalismo, TV digital e o processo de construção da notícia, tecnologias móveis na rotina dos repórteres e o jornalismo científico nas redes digitais. Para explorar estas vertentes participaram da mesa redonda os professores e pesquisadores: Patrícia Rios (UEPB/FACISA), Cláudio Cardoso Paiva (UFPB), Agueda Cabral (UEPB/UFPE), Ricardo Oliveira (Rede Paraíba de Comunicação) e Marina Magalhães (UFPB) e Fernando Firmino da Silva (UEPB/UFBA), mediador da mesa.
Para abrir a mesa-redonda, a professora da UEPB/FACISA Patrícia Rios explanou sobre “A contribuição do Jornalismo Científico nas Redes Digitais” e discutiu acerca da transformação de artigos científicos em dados jornalísticos para ser veiculado na Internet. Ela frisou que o jornalista tem o papel de entender tudo o que o pesquisador está tratando e que a Internet é geradora de fontes e pauta. Patrícia ainda afirmou que o repórter deve obter informações prévias e fazer entrevista ping-pong para transformar em um jornalismo mais didático o qual será veiculado na Internet, um formato em que o público entenda. Por fim, alertou que as redes de relacionamento podem ser usadas para veicular o Jornalismo Científico, como também para obter informações antes da entrevista.
O palestrante Ricardo Oliveira, consultor de mídias digitais da Rede Paraíba de Comunicação, trouxe o tema “Mediação da Participação do Público: o caso Eu q Fiz”. Ele relatou sobre seu mestrado em Comunicação na UFPB tratando das questões da convergência e participação do público, mostrando que há diversos tipos de participação (espontânea, concedida, forçada, etc) e esses tipos são mediados por dirigentes e membros, e como membro o sujeito escolhe como quer contribuir Dentro dessa cultura participativa, nas trocas de diálogo com viéis mais criativos. Ricardo explicou que a idéia de criar o site Eu que Fiz surge desses aspectos. Ele esclareceu para o público que o EuqFiz não se trata de um canal de jornalismo cidadão, nem blog colaborativo, mas sim de um canal de participação em conteúdos. Ricardo ainda falou das expectativas do site, em proporcionar mais ferramentas para os colaboradores e uma maior integração com as pautas jornalísticas às redações da Rede Paraíba. Para ele, o site é “a melhor forma de mostrar seu conteúdo”.
A terceira apresentação foi do professor da UFPB Cláudio Paiva e da jornalista e mestranda da UFPB, Marina Magalhães que comentaram seus livros lançados recentemente côo o e-book Afrodite no Ciberespaço e na sequência entrou no tema “As mídias abertas da América Latina e do mundo” em que explicou sobre a latinidade, uma mediação conceitual importante que distingue o pragmatismo norte-americano do racionalismo europeu e dos fundamentalismos, ou seja, ela traduz um modo de ser e estar diante dos paradoxos da modernização. Para Cláudio, “a relação da América Latina com os sociais passam pelo viés da estética”, afirmou. E sobre as mídias abertas ele disse que são mais abertas do que a Indústria Cultural, uma vez que promovem a democratização da comunicação, empoderamento e cidadania digital, o que o fez sugerir como deveria ser o tema da palestra: “As mídias abertas e as mediações da América Latina”.
Ao final, a professora da UEPB, Águeda Cabral expôs sobre “TV digital, construção do real e mediadores públicos”e falou sobre os tipos de TV: a PaleoTV, conhecida como TValtar, em que os protagonistas eram detentores do poder; a NeoTV, conhecida como TV janela, a qual já começou a ter a participação do público; e, a HiperTV, conhecida como TV ranhura/lixo, a qual os protagonistas são cidadãos comuns, veicula reality shows, ou seja, interessa o ordinário, contribui para a inteligência coletiva e os mediadores públicos pedem aos jornalistas a solicitação da colaboração das fontes.
Encerrando o ciclo de debates, o mediador Fernando Firmino falou rapidamente sobre seu tema “Tecnologias móveis e jornalismo”, apresentando sua pesquisa sobre tecnologias móveis e qual o impacto no jornalismo.

















